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sábado, 12 de novembro de 2011

Diário de bordo (12/11) De um fim de noite dolorido.

O fato é: é preciso esperar.
Não só.
Preciso respirar menos você, amar muito menos você, desejar muito menos você, pensar um pouco menos em você. Parar de deitar na minha cama e pensar que você está lá, sentir teu cheiro, suas mãos e seu toque, tudo tão real.. Mas você não está lá, definitivamente. Tomar banho e não imaginar que daqui alguns segundos você vai abrir a porta e me entregar a toalha. Lavar a louça e não pensar que você vai chegar de repente e me abraçar por trás e cheirar meu pescoço. Abrir a porta da minha casa e não te ver no sofá assistindo T.V. e me esperando chegar ansiosamente e me receber com o melhor beijo do mundo. Não quero sentar na mesa da cozinha e imaginar que você vai sair da porta do quarto e se sentar comigo lá. Nem quero pensar mais em acordar de madrugada assustada e te ter para segurar minhas mãos e dizer: 'está tudo bem, eu estou aqui'. Não quero ter que imaginar que você está do meu lado no sofá assistindo desenho e comendo bolacha com leite debaixo do edredom. Nem quero acordar imaginando que você está me enchendo de beijinhos logo pela manhã. Tudo isso corrompe o que até agora chamei de vida e preenche meu dia com vagas memórias e saudades de coisas que nem sequer aconteceram.
Eu sinto cada detalhe como se estivessem acontecido no dia de ontem.

O mundo não acabou ontem, então decidi contar.

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