Powered By Blogger

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

uma dose, por favor.



Essa terra seca, esses galhos sem flores..
Essa sombra de fim do dia, de pôr-do-sol, de folhas caidas e fora de época.
Meu coração seco.
Uma sombra como de um anoitecer, com artérias entupidas e pouco pulso.
Detesto aparecer sem ser convidada,
De mostrar-se a mim sem ser chamada,
Como ao olhar no espelho e estar do lado de dentro, 
e olhar-se sem saber quem está sendo você, enquanto você apenas se auto observa,
se auto mutila,
se ouve,
em uma altura baixada,
em uma estatura taxada,
em uma profundidade infinita de você mesmo.
Você nunca achará ninguém como você..
Nem mesmo o reflexo de espelho te parece tanto quanto você mesmo.
A gente sabe perceber quando a sombra vai embora..
Ela tem seu contorno até certa hora do dia,
depois se vai..
Assim é com tudo.
Está com você até certa hora, certo dia, certo tempo..
Depois se vai,
se distrai,
se disfaz,
e te deixa uma paz que nunca lhe foi tirada.
A emoção se tranca no seu fígado 
e cada gole de lembrança,
embriaga a esperança e dói.
Dói o corpo todo, todo seco..
fica difícil de falar sem engasgar com a garganta 
seca, rouca e sem voz.



Nenhum comentário:

Postar um comentário