Venho me inspirando e chegando a conclusão de que amores impossíveis são os que mais almejamos possuir. Talvez pela dificuldade, pelo desafio. Talvez seja involuntário, mas seu coração sente e você se vê totalmente confuso e com medo de agir. A ponte entre agir e sentir estão tão ligadas, e tão distantes ao mesmo tempo. É como se cada metro quadrado de asfalto fosse cada medo seu. E minha ponte se divide em muitos quilômetros. E você ainda é tomado de tudo. Tudo o que? Aquilo tudo que a gente vai sentindo, mas não sabe dizer bem o que. Tem horas que até dá vontade de gritar e tudo se mescla se condensa, se funde e se tornam apenas em lágrimas - lágrimas de desespero.
Encontro-me em desespero, isso desespero.
Diria que ‘espero’, mas o ‘des’ mostra que ainda há medo.
Diria mais, diria que desespero é ‘medo de esperar’. Esperar SE vai dar certo ou errado, SE acontece ou não.
SE, duas letras, uma palavra e um turbilhão de medos.
SE, tão sinônimo de TALVEZ, mas tão mais impactante e medonho.
SE, parece que ecoa, dilata e dói.
SE é a prova de que há mais de sessenta por cento de tudo errado.
SE me lembra arrependimento, porque ‘se eu tivesse feito tudo diferente..’. Ou dúvida, que é pior, porque você não sabe qual é o caminho certo.
Qual é o caminho certo? Acho que não sei, apesar de ter momentos que acho que estou no caminho certo. De longe vejo o paraíso, mas no fim vejo que são apenas aquelas montanhas, e eu ainda preciso escalá-las. É o cheiro dessas montanhas que me atrapalha, vai entrando nas narinas e ardendo as lembranças. Lembranças e saudade de um futuro e uma felicidade que ainda não existiu.
E você não sabe que isso é pra você. Talvez não seja mesmo pra você, ou pra mim, nem pra ninguém. É pra quem quer que ele seja.
Se não tivesse feito tudo novamente, talvez não seria...

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